[nath]
Nathália, 20 e poucos anos, São Paulo. Alice no País das Maravilhas. De bem, apaixonada, Julieta há quatro e uns. Cosmopolita, sagitariana, chocólatra, cinéfila, pedestre. Leitora compulsiva. Fotógrafa por paixão, escritora por escape, publicitária por acaso. Acredita no amor, respeita a diversidade e ainda tem fé nas pessoas e num mundo melhor.




















































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quinta-feira, 15 de maio de 2008

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na alegria e na tristeza*
(até que a morte nos separe, amém)


Quando era adolescente e metida a besta, dizia que não casaria, coisa nenhuma. Mais do que a descrença na união era a falta de um amor recíproco que fizesse ter vontade de ficar junto até-que-a-morte-separasse-amém. Até que, há cinco anos, encontrei alguém que, além de corresponder ao meu amor-desmedido, asked me if I'd marry him in some old fashioned way, como na música do Police.

Já escolhemos local favorito, tenho vestido em mente há tempos e ele sabe a música que vai tocar, bem à moda antiga. Não temos data ainda, somos novos, queremos antes fazer pós, morar fora, fazer pé-de-meia e comprar um cantinho, essas coisas. Mas há de ser, como nos sonhos, com buquê, padrinhos e juras de amor eterno.

Em agosto, tenho casamento de querida, lá no Rio. E, no primeiro semestre do ano que vem, mais três, de grandes amigas. Em comum, além do casório? Não há gravidez indesejada, religião que force ou loucura não-medicada. Há sim um amor que não cabe, e o desejo de oficializar a comunhão, não apenas perante a fé que têm, seja ela qual for, mas perante aos amigos e familiares, para comemorarem juntos o início de uma vida toda em comum.

Eu tenho 23 e acredito em casamento. Mais do que isso, eu acredito no amor. Amém.



*pauta para o blog da Capricho



nath, às 15:02.

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segunda-feira, 12 de maio de 2008

http://dropsdeanis.weblogger.net/img/amigos_parque.jpg

papai, mamãe, titia

Minha mãe machucou o pé dia desses, num tombo desses desastrados. Está meio que imobilizada há cerca de duas semanas - 'meio que' porque Dona Vera não consegue parar quieta de maneira alguma, por mais que tentemos - e a gente tenta.

Ontem, dia das mães, churrasco em casa. Primos, irmão, madrinha. Eu, umbigo no fogão e luvas de látex na mão, para fazer almoço sair na hora e lavar a louça sem estragar as unhas de salão. Tentando fazer tudo para que ela pudesse fazer nada, repousar. Ela, inquieta, querendo tomar as rédeas - levantava, subia a escada, dançava com meu priminho (!).

Fiquei nervosa, dei bronca. Meu primo batendo na mesa, ninguém esperava meu pai terminar o almoço para servir a sobremesa, a latinidade exarcebada e o exagero, o atropelo, o aconchego familiar. Chateada por minha mãe não me ouvir e se desgastar, frustrada por tentar fazer tudo dar certo mesmo quando não dá.

Num dado momento, meu primo chamou minha atenção por eu 'parecer velha' - tentar controlar ânimos, colocar ordem, impôr educação. Mamãe, por sua vez, fazia o papel de filha rebelde, que contrariava ordens médicas só pelo prazer de ir contra, mesmo que isso acarretasse em dores no joelho no fim da noite.

Foi após meu primo observar que me caiu a ficha. E eu não queria a farra irresponsável de fazer o que desse na telha, eu queria uma tarde agradável para todos, eu queria ser boa anfitriã, uma sobremesa gostosa e sorrisos de satisfação. E, mesmo sem perceber, eu queria tudo-ao-mesmo-tempo-agora, ser a mulher-maravilha que minha mãe nunca quis que eu fosse - ela o era, e já bastava, era exaustivo demais. 

Ontem era dia das mães, e foi com assombro que me dei conta: estou envelhecendo.

nath, às 17:51.

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